Imobilidade Social
Que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, milhões todos os finais de semana para assistir futebol nos estádios, e outros tantos no carnaval, entretanto,
não se mobiliza contra a corrupção.
Acorda BRASIL! Acordem Brasileiros!
Leia excelente texto de Carlos Vereza: "O País das marchas" acessando http://culturarteen.blogspot.com/2011/08/o-pais-das-marchas.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

REUNIÃO DO CCS EM INOÃ

Conselho Comunitário de Segurança se reúne em Inoã

A Associação de Moradores de Inoã – AMI -, sediou nesta quarta-feira (24/11), das 10h às 12h., mais uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS). Dezenas de moradores participaram do evento, que teve como objetivo informar a política atual de segurança pública no estado e no município, e ouvir a comunidade em suas demandas mais urgentes neste setor.
Presentes o sargento PM Ramos (DPO de Inoã), representando o comandante da 4ª Cia. de Maricá, Tenente Toledo, a Inspetora de Polícia Civil, Taís Imar Vieira da Silva, representando o delegado da 82ª DP, Marcelo Maia, o comandante do Destacamento de Itaipuaçu da Guarda Municipal, GM Carlos Henrique, a representante do
Disque-Denúncia-RJ, Renata Pires, o vereador Helter Ferreira (PT), empresários, líderes comunitários, imprensa, e outros segmentos da sociedade civil organizada.
A vice-presidente do CCS, Ana Maria Quintanilha, abriu a reunião, passando a palavra à presidente do Conselho, Vera Lúcia Braz, que deu as boas vindas aos presentes e cedeu a vez ao diretor social da AMI, pastor José Pedro de Assis, que orou pelo sucesso do evento, dizendo também que é objetivo das instituições sociais, o bem comum. A presidente da AMI, Celencina Opilar, declarou que “é um dever de todo cidadão contribuir para a harmonia da coletividade. Maricá é uma cidade ordeira e pacífica e Inoã a porta de entrada do município. Devemos colaborar para evitar que os males das metrópoles venham nos atingir em maior escala, e para isso temos que unir nossos interesses em prol do bem comum”, disse.
Foram discutidos na pauta assuntos de ordem como aumento do efetivo policial para Inoã e Maricá, o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e delegacias especializadas, como a DEAM e a DEDIC, esta com trabalho personalizado e on-line. O sargento Ramos, do DPO de Inoã, representando o Comandante da 4ª Cia, Tenente Toledo, disse que “o aumento de efetivo é possível, mas não neste momento. Membros de todas as Companhias estão sendo disponibilizados para tirar serviço na capital. Novos praças estão sendo treinados para ocupar mais lugares, mas a demanda é muito grande, devido às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Enquanto isso, estamos praticamente dobrando nossos plantões, para atender as ocorrências”, disse.
O comandante do Destacamento de Itaipuaçu da Guarda Municipal, Carlos Henrique, informou que o policiamento de sua instituição, está dedicando maior atenção às escolas do município. “Há casos de tráfico de drogas, de agressão a professores e briga entre alunos, dentro e fora das escolas. Temos de atender a todos e, quando não, reportamos aos colegas da PM. Semana passada, conseguimos prender um casal suspeito nas proximidades da E.M. Carlos Sparano, com aparência semelhante à descrita pelo denunciante. Por isso, é tão importante a notificação, para que possamos chegar a tempo ou avisar outros órgãos da polícia”, comentou.

Perguntas e propostas
Colocadas as questões pertinentes, foi aberto espaço ao público para perguntas. Uma das questões foi sobre extorsão por telefone, golpe aplicado há algum tempo no município, algumas vezes com sucesso. A resposta foi a de que deve se evitar o pânico e se tentar contato imediato com o suposto seqüestrado. A vice-presidente do CCS, Ana Quintanilha, informou que uma extensão desse tipo de crime está se tornando recorrente, que é o golpe da ‘operadora de telefonia’. “Alguém telefona e diz que é da operadora que está em manutenção, pedindo que a linha fique desativada por uma hora. Não caiam nesse golpe, pois dá tempo suficiente para que os criminosos telefonem para a família, dizendo que a pessoa que atendeu o telefonema, foi seqüestrada”, afirmou. A representante do Disque-Denúncia-RJ, Renata Pires, disse que a entidade é uma ONG que presta serviços de utilidade pública e tem canais diretos com os órgãos de segurança do estado e do país. A notificação é importante e o sigilo, absoluto. A pessoa não precisa se identificar”, garantiu.
Outros tipos de crime que têm se repetido em Inoã, são os assaltos a motoboys, pedestres, roubo de motocicletas e carros. O ex-presidente da AMI, Humberto Braga, ressaltou a importância de um livro de registro de ocorrência nos DPOs. “Enquanto não houver registro on-line, que as ocorrências sejam registradas provisoriamente desta forma, e depois levadas para a 82ª DP. Muitas vezes, não há condições de se registrar um fato a tempo de se prender o criminoso. Maricá é muito grande e os bandidos têm espaço suficiente para se esconder, agir e fugir”, completou.
A presidente do CCS, Vera Lúcia Braz, comentou a importância da Casa da Mulher, que está sendo construída pela administração Washington Quaquá, e cujo Centro de Referência levará o nome de uma moça que foi incendiada pelo marido.
A Inspetora da Polícia Civil, Taís Imar Vieira da Silva, destacou também a possibilidade da reimplantação do Núcleo de Assistência à Mulher (Nuam). “Já houve um em Maricá. À época, fui sua coordenadora. Enquanto não se instala uma DEAM, é importante haver um núcleo especializado de atenção à mulher. A violência doméstica existe em toda parte do país e aumenta com o crescimento populacional e a criminalidade”, finalizou.