Imobilidade Social
Que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, milhões todos os finais de semana para assistir futebol nos estádios, e outros tantos no carnaval, entretanto,
não se mobiliza contra a corrupção.
Acorda BRASIL! Acordem Brasileiros!
Leia excelente texto de Carlos Vereza: "O País das marchas" acessando http://culturarteen.blogspot.com/2011/08/o-pais-das-marchas.html

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

COMPERJ - AUDIÊNCIA PÚBLICA EM ITABORAÍ

NOSSA CASA, NOSSAS REGRAS! – ITABORAÍ

Itaboraí também disse NÃO para o estudo de impacto ambiental EIA referente ao duto do emissário submarino do COMPERJ. Na audiência de quinta feira dia 25 de janeiro de 2012, os moradores e associações da localidade a exemplo de Maricá, enfatizaram que o estudo não condiz com a realidade daquele município apontando também as falhas grotescas de traçados e passagens do duto terrestre do emissário, alegando inclusive a grande especulação imobiliária que Itaboraí vem sofrendo por conta de todas as obras do complexo petroquímico.

Com muita propriedade, enfatizam que os valores de desapropriação com que a Petrobras pretende indenizar os proprietários não correspondem aos valores em ascensão impedindo desta forma que o desapropriado adquira novas propriedades a valores normais de mercados. Em outras palavras receberão um dinheiro X pelas suas terras e terão que pagar um dinheiro Y com ágio para poder continuar a morar no próprio município. O mercado imobiliário está inflacionado ao ponto das caracterizas sociais locais estarem sendo alteradas.

Seguindo o exemplo de Maricá, em consonância com a responsabilidade que estas populações têm com o meio ambiente os dois municípios pedem em uníssono que seja feito um novo estudo baseado na realidade de cada um, mas com dados factíveis e que possam ser comprovados e não conforme foi apresentado e protocolado pelo COMPERJ e refutado de forma objetiva, implicando inclusive num pedido de desculpas público pelos erros grotescos, como o fato de Maricá estar sendo governado por uma prefeita reeleita em segundo mandato, assim como apresenta dados de um total de 30 mil habitantes.

Estes erros apesar de serem de menor importância em relação ao estudo científico, se é que foi feito de alguma forma, serviu para confirmar que o EIA continha falhas possivelmente propositais, ou mesmo desqualificativas por incompetência de quem os elaborou. Pior ainda é o fato de ninguém, tanto o órgão fiscalizador, como o que representava o empreendedor, terem lido e entendido que aquilo tudo era uma farsa. Assim como dissemos que em “Nossa Casa, Nossas Regras”, Itaboraí bateu o pé firme e se juntou a nós para dizer que a lei deve e precisa ser cumprida em favor da vida e dos bons costumes.

Não somos de forma alguma contra o progresso, mas na maior parte das vezes progresso não significa prosperidade! Exigimos hoje que um novo estudo seja elaborado e apresentado à população para que seja conforme o anterior, analisado, criticado até que atenda a todos os requisitos mínimos reivindicados por toda esta população. Entende-se que o não cumprimento destas exigências que estão de acordo com a lei em vigor, acarretará maiores desafios na implantação da petroquímica contra a vontade da população no molde atual, e certamente enfrentarão uma batalha campal IN LOCO.


Ana Paula de Carvalho, membro do Movimento LUTO por Maricá